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Datas/Dates :
14 e 15 de Outubro
Sábado e Domingo 18H00
Local/Venue :
CENTRO CULTURAL DE BELÉM Pequeno Auditório
Duração/Duration :
1H30 (com intervalo)
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Concepção e realização :
João Canijo e Rita Blanco
Interpretação :
Rita Blanco e Vera Barreto
Direcção técnica e desenho de luz:
Alexandre Coelho
Som :
Gerd Peun
Vídeo :
Mário Castanheira
Direcção de Produção :
António Câmara Produção Festival TEMPS D’IMAGES 2006 / DuplaCena / CCB
Agradecimentos :
Paula Pereira, Martim Barbot, Ami, Smiling, João Ribeiro
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Encenação de um improviso filmado, encenar o que nunca é encenado: a condição de actor.
Experimentar ensaiar um texto que nasce da representação improvisada das actrizes, a representarem sem terem papel para representar, que se apresentam a si mesmas numa exposição completa, numa circunstância de fragilidade total, por não terem um papel em que se escondam.
O actor a representar sem representar, porque representa sem interpretar nenhum papel escrito e específico que o proteja e o ampare. O paradoxo entre a representação e o anonimato: o actor a representar um personagem anónimo. O personagem não tem uma história com desenvolvimento dramático, o actor representa um momento da vida de um personagem de que não conhece o destino. A relação entre anonimato e a encenação: a cena esconde-se como tal sendo inventada pelo actor no próprio momento, porque não faz parte de uma história conhecida, porque o personagem é anónimo e só no momento o actor lhe confere identidade e essa identidade só ele a pode definir no momento.

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